Uma editora do Blog GPEC na Conferência CLACSO – México

Na foto de abertura imagem da mesa Racismo, negritudes e afro latinidades na 9ª Conferência Latinoamericana e Caribenha de Ciencias Sociais que contou com a participação de Ladjane Alves Souza, editora do blog Modos de Fazer Educação na Bahia e orientanda de doutorado da professora Solyane Silveira Lima

É com grande prazer que noticiamos que LADJANE ALVES SOUSA, uma das editoras do Blog Modos de Fazer Educação e orientanda de doutorado da professora SOLYANE SILVEIRA LIMA, na UFBA, foi selecionada para participar da 9ª Conferencia Latinoamericana y Caribeña de Ciencias Sociales. O evento correu entre 7 e 10 de junho do corrente ano, no México. Ladjane participou da mesa Mesa Racismo, negritudes e afro latinidades e preparou um pequeno texto sobre a sua participação. Veja ao final do post o texto de Ladjane.

ATENDENDO A SOLICITAÇÃO DE LEITORES DO BLOG

INDICAÇOES DE LEITURA SOBRE O NEGRO NA EDUCAÇÃO – Atendendo a solicitação de leitores do texto-provocação escrito pela professora Ione Celeste Jesus de Sousa indicamos abaixo dois textos de sua autoria .

1. Sua tese Escolas ao Povo: experiências de escolarização de pobres na Bahia – 1870 a 1890 defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

LINK PARA A TESE https://drive.google.com/file/d/1Z9jg6dm9cctYJQiTa9ehvYw1FRdY0V4N/view?usp=sharing

2. O texto Padres educadores, abolicionismo e instrução pública na Bahia, 1878 a 1884 que se encontra nas páginas 217-245 do livro A história da educação dos negros no Brasil / Marcus Vinícius Fonseca; Surya Aaronovich Pombo de Barros (Orgs.). – Niterói: EdUFF, 2016.442p.

LINK PARA O LIVRO https://drive.google.com/file/d/1Z88TkN2JXss_sAphlH9JE7iMwEMokUS_/view?usp=sharing

IMPERDÍVEL DIA 21/O6/ NO PORTAL DO BICENTENÁRIO

O Portal do Bicentenário realiza, no dia 21 de junho, a quarta aula da série “Histórias da Matemática e da Educação Matemática nos 200 anos de Brasil”. Nessa aula, o tema é “As mulheres matemáticas na academia, nos 200 anos de independência do Brasil“. Participam: A professora Mariana Feiteiro Cavalari Silva (UNIFEI) e o professor Romário Freire Santos (SEC-BA/MG). A mediação pelo Portal será feita pela professora Angelita de Souza Leite (UNEB).

Com tradução para libras e emissão de certificado. Se inscreva no canal e acione o lembrete para não perder!

AGENDE-SE

Data: 21/06
Horário: 17h30min às 19h
Link: https://youtu.be/uqA4CGsbs2M

Participação de uma pesquisadora afro-feminista na CLACSO 2022
Ladjane Alves Sousa

Em 18/06/2022

Quando as fronteiras territoriais são efetivamente quebradas, outros mundos nos invadem.

Nos sentimos inundadas por outras culturas ao participarmos da 9ª Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais que debateu o tema “Desigualdades na América Latina e Caribe”.. O evento ocorreu entre os dias 7 a 10 de junho deste ano, na Cidade do México, especificamente, na Universidade Autônoma do México (UNAM)A e foi muito cara para a posição que adotamos a partir de uma epistemologia do sul 1

.

Fotografia 1 – Universidade Autônoma do México e Painel com referência da 9ª Conferencia Latino Americana de Ciências Sociais


O evento contou com a participação de mais de 20 mil pessoas e presença de diversos pesquisadores, estudantes e ativistas, de vários países da América, em especial da América Latina, bem como de outros continentes.

Fotografias 2 – Mesa de abertura da CLACSO e uma das mesas de finalização do
evento


É relevante destacar, considerando nosso objeto de pesquisa, que é atravessado por uma discussão sobre as populações racializadas _ uma vez, que investigamos as narrativas docentes no pós abolição, especificamente seus movimentos e lutas por direitos profissionais do magistério na cidade do Salvador no ano de 1918-, a participação de relevantes pesquisadoras, etnoeducadoras e afro-feministas como a professora Cláudia Miranda ( Brasil), Rosa Campoalegre ( CUBA), Mara Viver os (Colômbia), Cony Curiel(República Dominicana), Nilma Lino( Brasil), Carlos Alvarez(Uruguai/Argentina), Tereza Mojica( México), e outros que vêm construindo uma agenda para uma educação para as relações etnoraciais, uma educação antirracista e afrodiaspórica.

Fotografai 3 – Mesa Feminismos negros descoloniais

Enquanto pesquisadora no doutorado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professora da Educação Básica, etnoeducadora e afro feminista apresentei no dia 10 de junho, na mesa 664 eixo “Racismo, negritudes e afrolatinidades”, a comunicação intitulada DOCENTES NEGROS E SUAS NARRATIVAS DE LUTAS: A escrita como estratégia e espaço de organização na greve de professoras primárias em Salvador em 1918. Participar de eventos como este, além de noscolocar perante as diferentes experiencias culturais de outras nações, nos ajuda a pensar as relações, interações e aprofundamentos das desigualdades de coletivos atravessados por categorias como raça, gênero, classe e nacionalidade, parte das experiências inauguradas desde as matrizes coloniais, que desumanizaram os povos originais e as populações africanas escravizadas em todo mundo, em especial na América Latina.

Fotografia 4 – Mesa Racismo, negritudes e afro latinidades

Gratidão pelos incentivos decoloniais recebidos da professora Cláudia Miranda (UNIRIO) e das pesquisadoras cubanas, chilenas, dominicanas, mexicanas, peruanas que conheci, como Yoannia Garzón ( Cuba), Felicita Sotolongo ( Cuba), Dayneri Rodriguez(Cuba), Susel Abad ( Cuba), Paula Guillaron( Cuba), Angie Michelle( Peru), Laura Verde(Peru), Vânia Reys (Chile), Tamara(Chile), Gemma Tabares (México), Diego Antônio(México). Agradecimentos, em especial, a Isis Natureza, Maria Clara, Luana, e a amiga e irmã Fatima Santana, colegas brasileiras, pelas partilhas, aprendizagens referentes as nossas pesquisas, que tanto interrogam processos de desigualdade e injustiça social que vem experienciando as populações racializadas em todo o mundo como consequência do processo civilizatório inscrito a partir da matriz colonial, mas que buscam construir outras experiências acadêmicas e novas possibilidades de esperançar outras coexistências a partir de nossas atitudes e escrevivências.

Fotografia 5 – Mesa Afrodescendências: debate e alternativas a 20 anos de Durban

1 Nota da autora

As Epistemologias do Sul são propostas epistemológicas e políticas que buscam revisar o projeto hegemônico de matriz eurocêntrica repensando possibilidades de justiça social, na qual o Sul refere-se as diversas questões liga as lutas e resistências frente as opressões e desigualdades promovida pelas experiências construídas desde as matrizes coloniais sofridas pelas populações da América Latina, Caribe, África e Ásia (Revista Epistemologia do Sul, 2022).

Um comentário em “Uma editora do Blog GPEC na Conferência CLACSO – México

  1. Ana Cláudia Santos 20 de junho de 2022 — 15:16

    Parabéns a Ladjane Alves Souza pela participação na Conferência. Reunir profissionais imbuídos do interesse em estudar e debater sobre educação e resistência é certamente um caminho necessário para colocar, na centralidade das discussões, temas pertinentes, atuais e preciosos no momento em que estamos vivendo.

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