GILDÁSIO VIEIRA DE FREITAS Guardião da Memória de Lauro de Freitas

Com carinho, convidamos os interessados em história da Bahia a prestigiarem a exposição do mês de janeiro. Neste mês temos a honra de narrar um pouco da vida e obra de Gildásio Vieira de Freitas um historiador que, por seu trabalho, é considerado o guardião da Memória de Lauro de Freitas.

Porém, antes da sua visita à exposição, as editoras do Blog Modos de Fazer Educação na Bahia – no passado e no presente convidam a uma breve reflexão sobre a importância de conhecer o contexto para construir uma história da educação. Sólidos conhecimentos da história local contribuem para localizar, levantar, sistematizar e interpretar dados e informações. Em nossa caminhada sentimos muitas vezes a falta de uma história local da educação que permitisse ampliar ou comparar o que descobríamos em nossas investigações. Em alguns momentos, percebemos, também, como é difícil construir um panorama do contexto sobre o qual se assentavam os documentos que estávamos analisando. Diante da ausência de dados para as diversas regiões do estado, estávamos constantemente atentas ao perigo de tomar a história da educação de Salvador como a história da educação na Bahia.

Esses fatos nos motivaram a considerar a relevância do trabalho desenvolvido por Gildásio de Freitas: O professor vem construindo uma memória histórica do município de Lauro de Freitas.

E essa história servirá de base para ele organizar em conjunto com a pesquisadora Ladjane Alves Sousa um livro sobre a Memória da Educação em Lauro de Freitas.

Daí, o empenho do Blog em prestigiar e destacar os movimentos do pesquisador dirigidos para a construção da memória de Lauro de Freitas, um belo exemplo de história local.

Depois desse breve reflexão, convidamos para uma visita aos textos e fotos que contam a história do Guardião da Memória de Lauro de Freitas.

Breve Biografia do professor Gildásio

O professor, historiador e pesquisador Gildásio Vieira de Freitas nasceu em 14 de Agosto de 1948, em Salvador. Morou de 1948, até 1978, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e veio para Lauro de Freitas assentar moradia em 1984. Estudou história na Universidade Federal da Bahia e teve

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professores ilustres como Cid Teixeira, Consuelo Pondé de Sena, Jeferson Bacelar, Ronaldo Sena e Hilda Paraíso. Durante esse processo formativo se apaixonou pela cultura baiana e por história regional, dedicando-se com interesse especial a estudar a região de Santo Amaro do Ipitanga e seus arredores.

Passa a desenvolver, desde então, diversas atividades como professor de história e geografia, fundador e primeiro diretor da Biblioteca Pública Municipal de Lauro de Freitas para a qual durante sua gestão obteve o reconhecimento da Fundação Nacional do Ministério da Cultura, através do Instituto Nacional do Livro.

Foi fundador de um dos primeiros jornais de Lauro de Freitas, depois Revista de Lauro de Freitas, que teve sua circulação interrompida após quatro anos devido à morte do seu parceiro, o saudoso jornalista Francisco Fagundes Filho.

Reconhecido como um grande estudioso da história regional da Bahia, vem sistematizando suas descobertas sobre as memórias e histórias da antiga Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga, emancipada em 31 de julho de 1962, quando passou a ser o município da região metropolitana de Salvador conhecido como Lauro de Freitas. Organizou e publicou diversos livros em autoria “solo” ou em parceria e prefaciou vários outros. É sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e membro efetivo, fundador e ex-presidente da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas – ALALF. Recebeu diversos títulos e condecorações dentre eles o de Cidadão Laurofreitense e o de Doutor Honoris Causa pela UNIP. Recentemente estreou como roteirista de teatro e cordelista.

Seu nome foi incluído em um verbete no Dicionário de autores baianos, uma publicação do ano de 2006 da Secretaria de Cultura e Turismo do Governo do Estado da Bahia.


Construindo, preservando e divulgando conhecimentos sobre a história local através da escrita

principais livros publicados por Gildásio de Freitas

Livro da história de Lauro de Freitas: antiga Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga 1608-2008: 400 anos (publicado em 2008)

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Mensagem postada no fadebook, em 9 de janeiro de 2014 reproduzindo trecho do “Livro da História de Lauro de Freitas: antiga Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga 1608-2008: 400 anos”, livro de referência para pesquisadores.

Santo Amaro do Ipitanga, o santo!


As expressões religiosas, o misticismo e a fé, são traços fortes da alma humana na cultura de Lauro de Freitas. Por sermos um país de tradição e cultura cristã, tendo os padres jesuítas como os principais mentores da propagação desta fé nos primórdios de nossa sociedade, muitos destes traços podem ser observados ainda hoje em nossos costumes.
Protetor dos fabricantes de velas e dos carregadores, evocado para curar os males da rouquidão, reumatismo e dor de cabeça, Santo Amaro do Ipitanga, o padroeiro do nosso município, foi canonizado há séculos e adotado por escolha Jesuíta ou Beneditina (troca de favores) como nome para a nova freguesia, criada em 1578 pelos portugueses no bispado de D. Antônio Barreiro. Segundo o historiador Francisco de Senna, em palestra proferida pela passagem dos 30 anos de emancipação municipal, inicialmente, os Jesuítas fundaram , nesta margem de cá do rio Joanes, a aldeia de São João, logo após a chegada da Companhia de jesus ás terras brasileiras, entre os anos de 1558 e 1578, com orago dedicado a Santo Amaro do Ipitanga. Santo Amaro do Ipitanga é comemorado todo dia 15 de janeiro, sendo a data feriado municipal com direito a festa de largo (festa profana), procissão, novena e missa (parte religiosa). O Santo possui um hino próprio , adaptado em outra melodia composta por Dona Jozelita, já falecida.

Trecho extraído de: FREITAS, Gildásio; PARANHOS, Emanuel. Livro da história de Lauro de Freitas: antiga Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga 1608-2008: 400 anos. 3. ed. Lauro de Freitas, BA: JSP Jornal e Gráfica, 2008. p. 25. (A grafia e os demais elementos de linguagem foram transcritos como na fonte citada abaixo)

FONTE: Disponível em <https://www.facebook.com/biblioteca.municipal.750/photos/salve-santo-amaro-do-ipitangatrecho-do-livro-livro-da-hist%C3%B3ria-de-lauro-de-freit/397425927070751&gt;. Acesso em 06 fev. 2021.

De Ipitanga a Laura de Freitas: narrativas históricas do povo ipitanguense (publicado em 2020)

Trata-se de um livro referência para o estudo da história local que mereceu no site da ASPROLF – Sindicatos dos Trabalhadores em educação da Rede Pública Municipal de Lauro de Freitas a seguinte nota:

A noite do dia 30 de novembro foi, sem dúvidas, marcante para a história do município de Lauro de Freitas. Foi lançado no Colégio Apoio de Vilas, o Livro “De Ipiranga a Lauro de Freitas: narrativas do povo ipitanguense”, organizado por Tassio Cardoso e por Gildásio Freitas. A coletânea de artigos sobre a história de Lauro de Freitas conta com contribuição de professoras da nossa rede municipal, como Ladjane, Fátima e Rosângela Accioly, além de outras autoras e outros autores, como Tina Tude, Coriolano e Emanuel Paranhos. A obra já é uma referência para as pesquisas sobre este território e certamente irá embasar o trabalho de inúmeros professores da nossa rede. O Sindicato parabeniza as autoras e os autores, em especial, as nossas colegas, que dão mais essa demonstração de compromisso social com o povo desta cidade.

Em < https://asprolf.org/asprolf-participa-de-lancamento-de-livro-que-conta-a-historia-de-lauro-de-freitas&gt;. Acesso em 06 fev. 2021.

Cartilha histórica de Lauro de Freitas


Livros sobre a história de Lauro de Freitas para uso crianças e adolescentes


O primeiro livro didático de Gildásio de Freitas foi Um Fim de Semana de Lauro de Freitas que acompanhava o caderno de atividades elaborado pela professora Maria Helena Guimarães e Freitas, coordenadora pedagógica, escritora, contadora de história e Especialista em Técnicas de Leitura e Literatura Infanto-Juvenil

Livros em formato de cordel para divulgar a história local


Lançamento do Cordel O Levante do Rio Joanes com o autor, Gildásio de Freitas sentado na mesa de autografos

Preservação e divulgação de conhecimentos históricos através da escrita de peças para o teatro

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Jornal O Agora

O historiador Gildásio de Freitas fez, em 2017, sua estreia na dramaturgia como autor de textos, tendo obtido bastante sucesso com a peça Histórias de Ipitanga encenada pela Cia Municipal de Teatro dirigida por Tobé Veloso.

O autor Gildásio Freitas com o diretor Tobé Veloso e atores e produtores da Cia Municipal de Teatro

Encenação Teatral no Desfile da Emancipação em 2017. Se destacam na fotografia seu Gildásio e a atriz Flora Lee.
Encenação Teatral no Desfile da Emancipação em 2017.

Participação na preservação da memória por imersão em atividades culturais e no cotidiano de Lauro de Freitas

O professor Gildásio idealizou e publicou, em parceria com seu grande amigo Francisco Fagundes Filho, um dos primeiros jornais da cidade denominado Jornal Lauro de Freitas, lançado em 31 de julho de 1994, dia em que se comemora a emancipação do município.

Notícia sobre Itinga, o bairro mais populoso de Lauro de Freitas veiculada no periódico idealizado por Gildásio de Freitas e amigo.


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Ao lado Foto do crachá de membro Diretor Fundador do Bloco Afro Bankoma.

O pesquisador com Raimundo Neves, fundador e presidente do Bankoma, e Artêmio Luz, fundador e diretor do Grupo Cultural Bambolê, em Desfile de Sambões Juninos no São João de Lauro de Freitas.

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Incursão pela Baia de Todos os Santos como Conselheiro na APA Joanes de Ipitanga e do GERMEM( ONG Ambientalista mais antiga da Bahia)

Honrarias e homenagens recebidas como guardião da memória de Lauro de Freitas

Pôster indicando que o professor foi agraciado com o título de Guardião da Cultura pela FENACAB ( Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro), que tem como presidente local o Babalorixá Pai Jadilson

Recebendo o título de Cidadão Laurofreitense das mãos do vereador Marcelo Santana
Homenagem na Câmara Municipal de Lauro de Freitas pela Vereadora Lucina Tavares juntamente com o professor Tássio Cardoso pelos serviços prestados a Cultura

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Homenagem da Escola Municipal Fenix


Boneco gigante homenageando o professor Gildásio na comemoração dos 10 anos do bloco que tem com fundador e presidente o popular Naldinho. Ao lado imagem completa da mesma foto


As propostas de Gildásio de Freitas para a comemoração do quarto centenário da fundação da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, raiz berço de Lauro de Freitas

(Entrevista na Revista Vilas Magazine)

Fonte: Revista Vilas Magazine, n. 96. Janeiro de 2007

A construção da memória da educação em Lauro de Freitas, um projeto recente

Nesse ano de 2021 o professor está empenhado em sistematizar os resultados das suas investigações na direção de construir a memória da educação em Lauro de Freitas, projeto que conta com a participação da professora e pesquisadora Ladjane Alves Sousa, coordenadora pedagógica em uma instituição da rede de ensino do município.


Para saber mais da vida e obra de Gildásio de Freitas

Acesse o vídeo

Nota das editoras

Da rica biografia do professor, historiador e pesquisador Gildásio de Freitas foram selecionadas para compor a exposição do mês de janeiro fotografias de atividades e experiências mais diretamente relacionadas com a construção e preservação da cultura e da memória histórica do município de Lauro de Freitas, considerando a importância desses elementos para a construção de uma história de educação local e regional, temas de interesse do Grupo de Pesquisa em Educação e Currículo a partir do qual o Blog Modos de Fazer Educação vem se construindo.

CRÉDITOS

ORGANIZAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: LADJANE ALVES SOUZA E GILDÁSIO DE FREITAS

FONTE DAS IMAGENS UTILIZADAS: ACERVO DO PESQUISADOR E HISTORIADOR GILDÁSIO DE FREITAS

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