Celebramos o dia
EM DESTAQUE: Fragmento de Card produzido no Centro de Referência em Memória da Educação na Bahia – CRMEMO/UNEB.
Quem disse que o professor não deve se posicionar, que deve ser neutro?
Os registros documentais sobre a história da educação da Bahia na Primeira República, objeto de nossas pesquisas, contam uma história de lutas, resistências e posicionamentos. Em algumas ocasiões, os professores se posicionavam politicamente a favor de seus direitos; em muitas outras, saíam em defesa dos princípios e valores democráticos que deveriam nortear a administração do Estado e da educação.
Esses docentes do passado adotaram uma atitude coerente com o que defende, na atualidade, o professor Jaume Trilla, da Universidade de Barcelona, autor do livro O Professor e os Valores Controversos. De acordo com Trilla::
Todos os valores que são defendidos por um sistema político democrático, como os direitos humanos, devem ser encarnados pelas escolas e professores. É claro que essa minha posição só é válida dentro de uma democracia. Em um estado totalitário, o que eu estou dizendo não serviria para nada, porque esses valores não são defendidos. Por isso, só governos totalitários defendem a neutralidade absoluta dos professores nessas questões.
(Depoimento transcrito em Amazonas Atual, no dia 20/06/2022, disponível em https://amazonasatual.com.br/e-dever-da-escola-defender-valores-democraticos-afirma-educador-jaume-trilla/)
E, em tempos atuais, um apelo do cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, secretário de Direitos Humanos no governo FHC e ex-relator especial das Nações Unidas.
No discurso proferido em plenária realizada na USP, em sete de outubro de 2026, o professor conclama os professores a um posicionamento, quando afirma: Este momento não admite neutralidade nem desculpa. Exige resistência: ao projeto autoritário bolsonarista, em defesa da universidade pública, da democracia e das liberdades. Ou resistimos agora, ou amanhã teremos de explicar por que, tendo compreendido o perigo, nada fizemos para eleger Lula, para impedir a tomada do Estado pela extrema direita bolsonarista.
Texto completo do discurso ao final da página.
VEJA VÍDEO
Vídeo disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=7qjOu8xURRE&t=25s
Uma professora da UNEB nos envia o seu corajoso e bonito posicionamento diante da situação em que se encontra o Brasil neste momento.
VEJAM VÍDEO
Vídeo postado por Maria José Mariano, Zezé, no grupo do WhatsApp “Homenagem a Jaci“, em 14 de outubro.
Zezé é professora aposentada da UNEB, doutora em educação pelo PPGEDUC e membro do Centro de Referência em Memória da Educação na Bahia – CRMEMO/UNEB.
Formação do professor: Questões (ainda?) atuais.
Em uma promoção da Universidade do Estado da Bahia-UNEB e da Academia Baiana de Educação -ABE ocorreu, no dia 14, o Seminário Licenciaturas em Foco: Reflexões sobre a formação – Um legado do Professor Roberto Santos.
Veja o vídeo para conhecer o pronunciamento dos ilustres palestrantes sobre diversas questões relacionadas com a formação do professor e para conhecer um pouco da ação do professor Roberto Santos em benefício da educação baiana.
Vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=LvehlC4sn4g
Direitos Pedagógicos dos Professores da Educação Básica no Brasil
No dia 15 de setembro, convido os professores a ouvir a fala dos participantes da live “ Direitos pedagógicos dos (as) professores (as)” realizada no mês de setembro, próximo passado, em uma promoção do Pensar a Educação
A live teve como ponto de partida o reconhecimento de que em um contexto marcado por mudanças nas políticas educacionais, intensificação do trabalho docente e constantes desafios à autonomia profissional, discutir as condições necessárias para o exercício da docência torna-se uma tarefa urgente.
Veja vídeo
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=fYF2D0IoTGg
A homenagem do CRMEMO no dia do professor e da professora.
Conheça o card completo.

LEIA A TRANSCRIÇÃO DO DISCURSO DE PAULO SÉRGIO PINHEIRO:
Companheiras e companheiros,
A contrarrevolução da direita e da extrema direita, pela via das urnas, avança contra a democracia.
No Senado, a extrema direita terá maioria: 49 cadeiras em 81. Na Câmara, elegeu 121 deputados, e a direita chega a 303. A esquerda fica com 124.
Como entender um apoio tão vasto da população brasileira à extrema direita, capaz de unir os mais pobres e carentes à plutocracia branca?
Em 1967, numa reunião parecida com esta, com estudantes da Universidade de Viena, Theodor Adorno explicava que o apoio popular ao novo extremismo de direita eram “cicatrizes de uma democracia que não foi consolidada, que está incompleta”.
As forças de esquerda terão de explicar a incompletude da nossa democracia, depois de quatro décadas de redemocratização convivendo com um autoritarismo enraizado na sociedade. Mas não é hora de autoflagelação. É hora de vencer, e de vencer com Lula, a quem, em três governos, não se pode imputar uma só ameaça à estabilidade democrática.
Quais são as tarefas mais urgentes?
- Desmascarar a conspiração: a disputa destas três semanas é o embate da democracia contra uma extrema direita que não almeja um segundo governo Bolsonaro de quatro anos, mas, como apontou Vladimir Safatle, um projeto de vinte.
- Denunciar as palavras de ordem neofascistas do candidato da extrema direita: o elogio da ditadura militar, a exaltação de torturadores, a celebração de milicianos, o louvor ao golpe de 8 de janeiro, a impunidade para os golpistas condenados, a desvinculação dos benefícios sociais do salário-mínimo e a ameaça de usar a força caso o Supremo não respeite um indulto ao pai.
- Bradar que querem enterrar tudo o que a Constituição de 1988 deu à maioria negra e pobre e trazer de volta o mundo anterior aos direitos civis, ao multiculturalismo, à igualdade de gênero e à laicidade do Estado, em nome de um projeto teocrático de inspiração pentecostal. O bolsonarismo não quer estender direitos: quer extingui-los.
- Convocar os que se abstiveram: esta é a última oportunidade de impedir um regime de exceção, que acabaria com a alternância pelo voto.
- Escancarar, aqui dentro da universidade, o que significa a extrema direita com o Congresso na mão, a Presidência ao alcance e um governador neofascista em São Paulo: ataque frontal à universidade pública, cortes brutais de verbas, fim da liberdade de reunião e de pensamento, destruição do financiamento da pesquisa, arrocho salarial, perseguição ideológica a professores e estudantes, cerceamento da atividade sindical dos funcionários.
Fecho
O que vier depois do segundo turno depende de nós: das universidades, dos intelectuais, dos movimentos sociais, dos defensores de direitos humanos, dos jornalistas, dos partidos. Somos o alvo da retaliação que a ultradireita prepara.
Não nos enganemos. O regime de exceção está anunciado com todas as letras. Já tentaram impô-lo em 8 de janeiro.
Este momento não admite neutralidade nem desculpa. Exige resistência: ao projeto autoritário bolsonarista, em defesa da universidade pública, da democracia e das liberdades.
Ou resistimos agora, ou amanhã teremos de explicar por que, tendo compreendido o perigo, nada fizemos para eleger Lula, para impedir a tomada do Estado pela extrema direita bolsonarista.
Fonte: Discurso disponível em TUTAMÉIA TV no link https://www.youtube.com/watch?v=7qjOu8xURRE&t=25s