EM DESTAQUE: Alunos e autoridades em frente ao Grupo Escolar Castro Alves, em Jequié. Fonte: Relatório do ano de 1940 de Francisco Batista Neves Filho, Inspetor da IV Região, localizado no Acervo GPEC.
Prosseguem os estudos sobre Grupos Escolares na Bahia
Interessadas que somos pelos modelos de prédios e escolas implantados no estado da Bahia, é com prazer que divulgamos a dissertação SINGULARIDADES DO GRUPO ESCOLAR PROFESSORA FLORIPES SODRÉ NO INTERIOR DA BAHIA (1970 – 2003) de autoria de IRANI SILVA CARVALHO.
Desde o início dos estudos sobre a construção da escola primária na Bahia os pesquisadores do GPEC dedicaram-se a buscar documentos e indícios que demonstrassem como os grupos escolares haviam sido implantados em nosso estado. Coube a Cândida Pereira Monteiro examinar e sistematizar os documentos que levantamos sobre o tema. Após a realização de investigações complementares, a pesquisadora produziu o que consideramos um trabalho pioneiro na forma de uma dissertação de mestrado sobre o nosso primeiro grupo escolar, o Rio Branco, que funcionou sob a direção do professor Cincinnato Franca.
Assim, é com grande alegria que acolhemos a dissertação de Irani. Temos certeza que o seu trabalho acrescenta mais uma camada de conhecimento sobre a implantação desse modelo de escola e nos anima na crença de que caminhamos na direção de formular uma explicação mais ampla e completa sobre o tema.
SOBRE A DISSERTAÇÃO “SINGULARIDADES DO GRUPO ESCOLAR PROFESSORA FLORIPES SODRÉ NO INTERIOR DA BAHIA (1970 – 2003).”
Irani Silva Carvalho investigou a criação do Grupo Escolar Professora Floripes Sodré, em Jequié, Bahia, com o objetivo de compreender as razões pelas quais a escola foi autorizada com a nomenclatura de grupo escolar em 1976, apesar da LDB 5.692/71 sinalizar a extinção desse modelo no Brasil. O problema central concentrou-se em desvendar as motivações por trás dessa decisão e analisar as práticas pedagógicas desenvolvidas na instituição entre 1970 e 2003. Paralelamente, investigou-se a trajetória da professora Floripes Sodré e sua contribuição para a educação local.
No decorrer de seus estudos de mestrado a autora esteve sob a orientação da Doutora Sônia Maria dos Santos.
A dissertação foi defendida, em 2024, no PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO da FACULDADE DE EDUCAÇÃO – UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Participaram da banca as professoras Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro, Regina Celi Frechiani Bitte.
VOCÊ DESEJA CONHECER O TEXTO COMPLETO DA DISSERTAÇÃO DE IRANI CARVALHO? Acesse os links abaixo.
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/45126/5/SingularidadesGrupoEscolar.pdf
Nas páginas 123 e 124 da dissertação uma importante revelação sobre a preservação da história de nossas instituições escolares.
Nas páginas 123 e 124 a autora relata o esforço realizado por professoras, em 1989, para registrar a história de 19 escolas com o objetivo de preservar a memória escolar do município de Jequié e transcreve notícia de um periódico local.

Essa foi uma revelação auspiciosa para nós, editoras do Blog e pesquisadoras da história da educação. Nas publicações do Blog Modos de Fazer Educação tem sido constantes alertas relativos à necessidade de preservar nossa memória escolar. A descoberta de Irani nos encheu de esperança: Será que existiram iniciativas semelhantes em outros municípios?
VEJA ABAIXO AS CAPAS DE ALGUMAS DAS 19 MEMÓRIAS LOCALIZADAS POR IRANI.



Em pauta a formação de professores para a educação escolar quilombola
No dia 1º de abril o professor Carlos Eduardo Santana conduziu no Município de Lauro de Freitas a formação continuada de professores da rede municipal sobre o tema: educação escolar quilombola.

O Doutor CARLOS EDUARDO CARVALHO DE SANTANA vem militando no campo da educação quilombola. Em 2015, defendeu na Universidade do Estado da Bahia a tese PELEJANDO E ARRUDIANDO. PROCESSOS EDUCATIVOS NA AFIRMAÇÃO DE UMA IDENTIDADE NEGRA EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA: BAIXA DA LINHA, CRUZ DAS ALMAS-BA.
A tese foi submetida a uma Banca examinadora constituída de:
Prof.ª Dr.ª Jaci Maria Ferraz de Menezes (Orientadora);
Prof. Dr. Antonio Roberto Seixas da Cruz
Prof.ª Dr.ª Malvina do Amaral Dorneles;
Prof. Dr. Wilson Roberto Mattos;
Prof.ª Dr.ª Delcele Mascarenhas de Queiroz Prof.ª;
Prof.ª Dr.ª Ana Célia da Silva.
A tese de Carlos Eduardo pode ser acessada através do link: https://saberaberto.uneb.br/bitstreams/5da4d876-3867-465e-949a-7fc3c2b84ebc/download
O IBGE divulga dados sobre população quilombola.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos na educação quilombola e na formação de professores para atuar junto a essa população.
Na Bahia 397.502 pessoas vivem em quilombos.
No evento realizado em 27 de março, na Fundação Cultural Palmares, para o lançamento de publicação com dados do primeiro Censo da População Quilombola, a diretora de pesquisa do IBGE, Marta Antunes, reforçou a importância dos dados: “O censo nos permitiu ver o que antes não tinha forma oficial. Agora sabemos quantos são, onde estão e como vivem. Isso muda a forma de pensar as políticas para essas comunidades”.
(Citado em Brasil247 https://www.brasil247.com/brasil-sustentavel/censo-quilombola-rompe-invisibilidade-e-fortalece-luta-historica-por-direitos-no-brasi).
Pessoas quilombolas, segundo Unidades da Federação.

Fonte: O Brasil Quilombola, uma publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Educação e o Fundo de População das Nações Unidas no Brasil (UNFPA).
Disponível em https://www.ibge.gov.br/brasil-quilombola/Brasil_Quilombola.pdf