
EM DESTAQUQE: Maria Odília, primeira médica negra da Bahia e do Brasil, ao lado do seu marido, Eusínio Lavigne. Foto no texto Dia da Mulher: conheça Maria Odília Teixeira, a primeira médica negra do Brasil publicado no site do CREMEB, disponível em https://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/dia-da-mulher-conheca-maria-odilia-teixeira-a-primeira-medica-negra-do-brasil/
NOSSOS AGRADECIMENTOS
Esta página que inaugura nossas postagens do mês de novembro, o mês da consciência negra, foi produzida com a preciosa colaboração de Juraci Maia, professora, socióloga e escritora que nos enviou informações, textos de sua autoria e fotos do festival que premiou o documentário baiano sobre a primeira médica negra da Bahia e do Brasil.
A Juraci, os agradecimentos das editoras do Blog Modos de Fazer Educação na Bahia.
O Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro de Areia deu o prêmio de melhor filme à Bahia. Um filme sobre a primeira médica negra da Bahia e do Brasil“Quem é essa mulher?” É o título do filme. (Juraci Maia)

A professora Juraci Maia durante uma exibição de filmes para uma platéia de estudantes, no Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro realizado em Areia, na Paraíba, em outubro de 2025. Foto Juraci Maia
SOBRE O FILME


SOBRE O FESTIVAL
O Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro realizado em Areia, na Paraíba, neste outubro de 2025, desponta em sua segunda edição como semeadura alvissareira e capaz de oferecer colheitas férteis e promissoras. Tendo por palco o auditório e chão do majestoso Colégio Santa Rita, ofereceu um leque de realizações do nosso audiovisual em curtas e longas metragens, que chamam atenção pela multiplicidade de formas, conteúdos, narrativas e protagonismos.
Em conjunto, essa mostra espelha a memória e a história, bem como os desafios culturais, estéticos, políticos e sociais do tempo presente e de um futuro grávido de incertezas. O FECINE mostra-se aberto ao diálogo entre gerações, de portas abertas aos que chegam, aos que partiram e representam entendimentos diversos do cinema nordestino, atento a uma polifonia encantatória de expressões, imagens e vozes, que ecoam como se fugissem de confinamentos herdados e circunstanciados por acontecimentos mais recentes, mas nem por isso menos dramáticos de nosso imaginário e realidade social. Não bastasse isso, chama atenção a beleza da cidade e da paisagem natural que abriga esse Festival, além do calor humano e da hospitalidade com que são acolhidos os seus convidados e visitantes, colocando mestres e aprendizes, artistas e plateias numa mesma atmosfera afetuosa e fraterna, de um modo de fazer e aprender cinema que aproxima crianças, adolescentes e adultos.
Vivemos todos aqui uma semana de bom convívio, de muita emoção e licença poética, ingredientes capazes de proporcionar um descanso de notícias assustadoras e suprimento de esperança, nesse mundo que nos mete medo e pede criatividade e paz, superação de acenos de tristeza e pessimismo. Que este Festival continue a ser uma janela de onde se aviste esse verdejante horizonte de um cinema feito com afeto e coragem, cooperação e sinergia, enfrentamento e parceria, humanismo e seriedade, qualidade e respeito. Aceitem esse testemunho como um gesto de admiração e gratidão, pois partirei encantada, levando todos vocês, organizadores e participantes no coração.
Juraci Maia, escritora e socióloga.
O evento foi realizado no Colégio Sta Rita, criado em 1916 por irmãs francesas e desde 1937 dirigido por irmãs franciscanas alemãs. Lindo, majestoso! Com auditório para 300 pessoas…. Um espetáculo! (Juraci Maia)

Vista de um dos espaços do Colégio Santa Rita que sediou o Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro, em 2025. Foto de Juraci Maia.
AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES MERECERAM SESSÕES ESPECIAIS NO FESTIVAL
Sessões de filmes para crianças e adolescentes das escolas de Areia e para todas as idades! (Juraci Maia)


Imagens de crianças e adolescentes presentes nas sessões especiais. Foto de Juraci Maia.
Sobre Juraci Maia
Maria Juraci Maia Cavalcante é professora titular da Universidade Federal do Ceará (UFC) e possui sólida trajetória acadêmica no Brasil e no exterior. Graduada em Ciências Sociais pela UFC, é especialista em Políticas Sociais (CETREDE/UFC), mestre em Sociologia (UFC) e doutora em Ciências Econômicas e Sociais pela Carl von Ossietsky Universitaet – Oldenburger Universitaet (Alemanha). Realizou pós-doutorados em Política Educacional (Universidade de Colônia, Alemanha) e em História Educacional Brasil/Portugal (Universidade de Lisboa).
Atuou como investigadora da Universidade de Lisboa e professora visitante da Shanghai Jiao Tong University. Foi docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira (UFC) entre 1995 e 2021, coordenou a Coleção História da Educação (Edições UFC) e foi bolsista de produtividade do CNPq entre 2011 e 2021. Atualmente, segue sua atuação como investigadora, educadora e escritora independente.
Juraci publicou pela editora UFC, em agosto 2025, a obra ” Os jesuitas e a educação moderna”

Saiba mais sobre a médica baiana Maria Odília
Veja o vídeo Maria Odília: médica, negra e pioneira.
Fonte: Canal Saúde/Fiocruz/Ministério da Saúde 29 de jan. de 2024 Histórias da Saúde disponível em https://www.youtube.com/watch?v=R_bB7Yuv9uI&t=4s
LEIA TAMBÉM:
1- Texto “Veja quem foi Maria Odília, a primeira médica negra que ganhou memorial em Salvador” Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/minha-bahia/veja-que-foi-maria-odilia-a-primeira-medica-negra-que-ganhou-memorial-em-salvador-1223
2- ACESSE TAMBÉM TEXTO NO PORTAL DO CREMEB FAZENDO UM CLIK NO TÍTULO DO QUADRO ABAIXO:
Saiba mais sobre AREIA
Cidade da Paraíba que sediou o Festival de Cinema do Nordeste Brasileiro
A 118 quilômetros de João Pessoa, Areia, na Paraíba, é destino de frio, em pleno Nordeste.
Para o tombamento, do conjunto histórico e urbanístico de Areia, em 2006, o IPHAN baseou-se no valor histórico, urbanístico e paisagístico do conjunto, na ativa participação da cidade nas revoluções ocorridas no século XIX. Também foi considerado o remanescente arquitetônico dos séculos XVIII e XIX existente na cidade e sua paisagem natural.
Areia foi considerada por muito tempo como terra da cultura, e seu Theatro Minerva foi inaugurado 50 anos antes do teatro de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. A cidade recebia estudantes de todo o Nordeste, na Escola de Agronomia do Nordeste, no Colégio Santa Rita (das irmãs franciscanas), e no Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa).
O pintor Pedro Américo e o escritor José Américo de Almeida nasceram na cidade. No Museu de Pedro Américo estão inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areiense – entre elas a famosa obra: O Grito do Ipiranga, encomendada por Dom Pedro II.
Fonte: https://puromountainbike.com.br/historia-areia
ACESSE TAMBÉM: https://areia.pb.gov.br/historia/
VEJA MAIS FOTOS DA CIDADE DE AREIA/PARAÍBA











E aqui nos despedimos dos leitores, renovando agradecimentos a Juraci Maia, nossa gentil colaboradora.

Juraci e seu marido
Onde assistir esse documentário?