O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora , “a escola de Dona Anfrísia”.

EXPOSIÇÃO SETEMBRO 2024

EM DESTAQUE: Desfile do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em foto localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sem indicação de data e autoria.

Disponível em: http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.1403.jpg

Palavras iniciais

A criação da escola Nossa Senhora Auxiliadora, em 1927, na cidade de Salvador-Bahia, é uma das várias manifestações do protagonismo dos professores primários das escolas municipais de Salvador no período da Primeira República. Esses professores deixaram marcas em nossa sociedade muitas das quais ainda não foram estudadas. Preparados na Escola Normal, ampliavam o seu saber pedagógico teórico e prático a partir da própria docência e em incursões por atividades de autoformação que envolviam o contato com outros professores e a leitura de livros e revistas de autores festejados naquela época.

Anfrísia Santiago, fundadora da escola particular Nossa Senhora Auxiliadora, foi professora municipal, no Arraial de Santo Estevão, na Vila de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, de 1911 a 1914 e, depois, em Salvador, de 1914 até o ano de 1925, quando se aposentou por motivos de saúde.

A escola particular que fundou e administrou por várias décadas teve sua história marcada por traços pessoais e por características presentes na formação acadêmica e no exercício da docência.

A “escola de dona Anfrísia” se tornou ginásio e, posteriormente, colégio. Dedicada à formação de uma elite feminina foi elemento importante no cenário educacional de Salvador, até a décda de 80, quando encerrou as suas atividades.

O Colégio: sua origem, instalações físicas e matrícula

A origem do Colégio.

Um documento localizado no Arquivo Público do Estado da Bahia registra a sucessão de eventos através dos quais a professora municipal da cidade de Salvador, Anfrisia Santiago, foi construindo o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Salvador.

Eventos importantes na história da escola Nossa Senhora Auxiliadora

1923 -Fundação do Pensionato Maria Auxiliadora para assistir alunas do Educandário Sagrado Coração de Jesus (sediado à Cruz do Pascal nº 10);

1927 – A direção do Colégio Nossa Senhora da Soledade transfere para Dona Anfrísia Santiago o seu curso fundamental, transferência que se tornou oficial através de ofício de Anísio Teixeira, nomeado em 1924 como Inspetor Geral do Ensino da Bahia;

1927- Transferência da sede do curso fundamental para o prédio 149, na Avenida Joana Angélica;

1928- Criação do curso primário e do internato para alunas do próprio estabelecimento;

1932- Criação do Curso Normal e diplomação da primeira turma em 1935;

1938-Anfrísia desiste do funcionamento do curso normal e dá início ao curso ginasial criando o Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora;

1951- A escola se torna o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora com a instalação dos cursos clássico e científico;

1956- Restabelecimento do curso normal com a denominação de curso pedagógico.

Sobre as instalações físicas o Bel. Nathercio Cardoso, Inspetor de Ensino junto ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, nos diz em seu relatório do ano de 1936:

O colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que, sem dúvida, é um dos mais perfeitos dentre os congêneres e dispõe de largos recursos para ministrar o ensino a mocidade, funciona em 2 prédios confortáveis e elegantes, respectivamente de números 149 e 151, à rua Cons. Almeida Couto, distrito de Nazaré, nesta capital.

O primeiro prédio (ano de 1830), que lembra reminiscências do passado, está lindamente conservado e compõe-se de dois andares e sótão.

No andar térreo, ficam as aulas dos cursos elementares e infantil, além do “Clube Agrícola” e “Caixa escolar”. No primeiro andar estão os aposentos da Diretora e do Internato (refeitório, dormitório etc.)

Na parte posterior do edifício nota-se uma área de regulares dimensões para os jogos e exercícios de educação física das jovens educandas, seguido de um aprazível pomar.

O segundo prédio (moderno) compreende também dois andares.

No andar térreo estão:  o Gabinete médico, biblioteca, “Grêmio Nossa Senhora Auxiliadora”, “Caixa Escolar” e salas de aulas (cursos fundamental e normal). Além disso o colégio é servido de um lindo pátio com jardim para recreio no intervalo das aulas.  No primeiro andar ficam:  a sala de espera, diretoria, secretaria, salas de aula (curso fundamental e normal) e salão nobre.

O Bel Nathercio informa, ainda :

Fragmento extraído do relatório do ano de 1936 do Bel. Nathercio Cardoso, inspetor junto ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Documento localizado no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Hoje, o prédio está ocupado pelo Ministério Público que zela pela sua conservação.

Em um comentário no post “Texto-provocação agosto 2024” Célia Cardoso Oliveira Vilela esclarece:

Antes que o prédio fosse entregue ao Ministério Público, esse belo e imponente casarão  situado na Avenida Joana Angélica,149, foi sede do Colégio Estadual Profa Anfrisia Santiago, instalado e inaugurado no governo do Sr. Antônio Carlos Peixoto Magalhães , em homenagem a ilustre Profa.
O colégio  Estadual Professora Anfrisia Santiago teve como primeira diretora a saudosa Profa. Esmeralda Lene dos Santos que permaneceu à frente da direção mesmo depois que o Colégio foi deslocado para as dependências da antiga Fonte Nova, e o prédio foi entregue ao Ministério Público.

Matrícula nos anos de 1936 e 1962

Fontes:

Para 1936- Relatório do ano de 1936 do Bel. Nathercio Cardoso, Inspetor de Ensino junto a Escola Nossa Senhora Auxiliadora

Para 1962 -Documento datilografado em papel timbrado da Escola Nossa Senhora Auxiliadora, sem indicação de data e autoria localizado no Arquivo Público do Estado da Bahia (Caixa 3950, Maço 53, Fundo Secretaria de Educação e Saúde). É possível considerar como data provável 1962/1963, tendo em vista a referência à matrícula no ano de 1962.

Os dados de matrícula referentes aos diversos cursos para o ano de 1962 são desconhecidos. A fonte indica que a matrícula total registrada correspondia ao Jardim de Infância e cursos de 1º e 2º Ciclo, secundário e normal.

As práticas na escola de “Dona Anfrísia”

A escola era uma instituição essencialmente feminina admitindo alunos do sexo masculino apenas no curso primário. Voltada para meninas da elite da sociedade baiana, era dirigida por uma educadora cujos valores se articulavam com os da sociedade,  o que  segundo Passos (2005, p.65 ):

fazia a sua instituição ser o sonho das famílias e motivo de orgulho para as alunas que conseguiam fazer parte do seu quadro.

Os conteúdos e as práticas pedagógicas desenvolvidos na escola contemplavam as várias vertentes de uma formação integral buscando instruir e formar, tendo por base a sólida formação católica da diretora da escola e os princípios morais e educativos que ela defendia. Assim, de acordo com o depoimento de uma ex-aluna registrado em Passos (2005, p.53):

[…]ela se preocupava com a parte que a pessoa fosse, não vivesse a vida só voltada para a cultura, mas que ela fosse uma pessoa completa; acho que ela queria isso, a formação da pessoa completa, em todos os sentidos […]. O ideal era formar a pessoa em todos os sentidos, que a pessoa tivesse um pouco de tudo, de religião, de
cultura, de patriotismo, de vida social, comunitária.

As práticas para instruir nas diversas disciplinas ensinadas podem ser inferidas da descrição do material didático disponível no estabelecimento

No item Material Escolar o inspetor Nathércio escreve:

O colégio N.S. Auxiliadora dispõe do seguinte material: quadros-negros, mapas geográficos, globo, quadros de História Natural, quadros de Agricultura, quadros de História do Brasil, instrumentos para as aulas práticas de Agricultura.

Material para estudo de Física e Química: balança, máquina pneumática, pirômetro, disco de Newton, balança hidrostática, higrômetro, barômetro, termômetro, dinamômetro, pilhas, máquina elétrica, fio elétrico, garrafa de Leyde, bombas, sifões, cálices, bastões, balão, martelo d’água, ácidos, papel de tournesol, etc.

A roça existente ao fundo do prédio de nº 149, antigo palacete Ferraro, pode ter sido um espaço útil para as aulas práticas de agricultura.

Grupos de alunos na roça do Colégio Nossa senhora Auxiliadora. Foto localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sem indicação de data . Disponível em: http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.1404.jpg

Entre outras práticas estavam:Discursar, assistir preleções e conferências proferidas por visitantes ilustres, participar de excursões e de sabatinas.

No relatório do ano de 1936, o inspetor refere-se aos discursos proferidos por alunas nas festas e comemorações que resultavam por certo de uma ênfase no ensino dos conteúdos e técnicas voltados para a proficiência no uso da linguagem oral e escrita. O documento também registra a realização de excursões, sendo uma delas para aulas práticas de Didática pre-primária em uma escola considerada de referência.

Excursões

4º ano normal

Dia 19 de março – À Escola Viscondessa de Sauhype. (Jardim infantil). Aula de didática pré-primária.

Dia 14 de maio – À Escola Rural. Alberto Torres.

Dia 27 de julho -À Escola Ítalo- Brasileira.

 Dia 25 de agosto – Ao Instituto de Cacau.

3º ano normal.

Dia 9 de maio- Ao Campo Experimental de Ondina. Aula prática de Agricultura

 Dia 9 de agosto. À Escola Agrícola.

Além de fazer referência à declamação e às práticas de leitura, Passos destaca a realização de sabatinas e comenta:

O intento de ultrapassar as metodologias comuns, formando pessoas com uma visão mais ampla da realidade do que os limites postos pelos livros, a fazia incluir sabatinas, dirigidas por professores convidados, reconhecidos como autoridade em determinado assunto. O processo não incluía preparação prévia, nem se fixava no conteúdo estudado. Como diziam as alunas, eram feitas “perguntas de bolso, que nem sempre estava no livro, mas isso era prá gente entender que tinha outras perguntas e outras respostas“(Depoimento de aluna do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, a partir de 1950, tendo cursado o primário e o ginasial, em Passos, 2005, p.41).

As instituições complementares estavam presentes.

O relatório do ano de 1936 aponta a existência do Grêmio Nossa Senhora Auxiliadora e da Caixa Escolar sugerindo a existência de práticas a elas relacionadas.

As práticas religiosas e o estímulo à prática da caridade

Em decorrência do vínculo da diretora da escola com a religião católica, as alunas eram estimuladas a participar de atividades de caráter religioso: procissões, novenas, celebrações do Mês de Maria e da devoção a Nossa Senhora Auxiliadora. Essas práticas marcaram as alunas como expressa uma depoente:

[…] lá tinha o mês de Maria, todo ano era festejado com muita
alegria, as festas sempre comemoradas com missa na capela, lá
tinha capela própria. No aniversário dela tinha uma missa que nós
todas participávamos, no dia de nossa Senhora Auxiliadora. Nunca
sai da mente da gente[…]
(Passos, 2005, p. 51).

As práticas de caridade eram desenvolvidas em instituições e atividades criadas e ou organizadas por Dona Anfrísia. Através delas as alunas visitavam comunidades carentes, participavam da distribuição de remédios e alimentos e do funcionamento de uma escola criada para atender crianças carentes.

A primeira Comunhão

Como em outros estabelecimentos escolares de Salvador, a primeira comunhão era uma prática usual na escola Nossa Senhora Auxiliadora. A inscrição da primeira foto abaixo assinala que a cerimônia era realizada na capela da escola, mas a segunda foto na qual se vê um cortejo com crianças vestidas com trajes típicos de uma crimônia de primeira comunhão indica também o uso de estabelecimentos religiosos da região. Nesse caso o cortejo parece estar voltando da Capela do Sagrado Coração de Jesus situada a poucos metros da escola.

Alunos em cerimônia de 1ª Comunhão  na Capela do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Salvador. Fotografia sem data localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Disponível em:
http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.3776.jpg

 Alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de volta da Igreja no dia da 1ª Comunhão. Fotografia sem data localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Disponível em: http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.3779.jpg

Colégio N. S. Auxiliadora, alunos na 1ª Comunhão: Salvador – BA. Foto disponível em:
http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.3782.jpg

A coluna à direita indica que fotografia foi tomada no intrior de uma igreja.

As disciplinas ensinadas no ano de 1936

Disciplinas do Curso Normal

Disciplinas do Curso Fundamental

Quadros elaborados pelas editoras do blog a partir de dados do relatório do ano de 1936 do Bel. Nathercio Cardoso, inspetor junto ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.


Os trabalhos de agulha

Uma prática generalizada nas escolas da Bahia, ao final do ano, era a exposição dos trabalhos de agulha produzidos pelas meninas através do ensino ministrado sob o título de prendas. Na escola Nossa Senhora Auxiliadora essa prática também ocorria.

Exposição de trabalhos de agulha na Escola Nossa Senhora Auxiliadora. Foto do acervo do GPEC, sem indicação de data.

A formatura das professorandas

Formandas do Colégio Nossa senhora Auxiliadora. Foto localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sem indicação de data e autoria.

Disponível em:
http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.1408.jpg

Vejam como o inspetor Nathercio descreve a cerimônia de formatura no ano de 1936:

Colação de grau.

A solenidade de colação de grau as alunas que terminaram o curso no corrente ano, realizou-se às 10:00 do dia 19 de novembro, no salão nobre do Gabinete Português de Leitura.

Presidida pelo representante do Exmº  Sr Governador do Estado e  com a minha assistência, realizou-se a festa da formatura com o brilho tradicional, estando presente a diretora, secretária e professores do colégio, além das autoridades civis, militares e eclesiásticas e familiar das jovens professorandas.

Durante a cerimônia, usaram a palavra em formosos discursos, a Dra. Carmem Mesquita, pela congregação, e a professora Lenôra Leoni, oradora oficial da turma

As práticas para aprendizagem do civismo e do patriotismo

Participar de desfiles na comemoração de datas cívicas, ouvir palestras na Semana da Pátria, Dia da Árvore, do Pan Americanismo e do Professor, foram atividades realizadas pelos alunos, no ano de 1936, de acordo com o realto doInspetor Nathercio.

Desfile do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em foto localizada no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sem indicação de data e auditoria.

Disponível em: http://www.ighb.servclt.com.br/phl83/dadosexternos/arqimg/FOT.1403.jpg

Outras imagens relacionadas com a história do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Fonte: Jornal Diário da Bahia, 19 de dezembro de 1936

Foto da avenida Joana Angélica por volta de 1920, vendo-se a Capela do Sagrado Coração de Jesus a antiga Escola Normal situadas próximo aos prédios onde funcionava o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

Foto localizada no site Guia Geográfico – Salvador Antiga, disponível em: http://www.salvador-antiga.com/nazare/escola-normal.htm

Fotografia da Praça da Piedade por volta do ano de 1930, vendo-se o prédio do Gabinete Português de Leitura (esquerda) e a Igreja da Piedade (direita).

O Gabinete foi o local de realização dato de colação de grau na formatura das professoras no ano de 1936.

Foto localizada no site Guia Geográfico – Salvador Antiga, disponível em: http://www.salvador-antiga.com/piedade/piedade.htm

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O texto sobre a escola Nossa Senhora Auxiliadora foi construído com apoio em documentos levantados pelo GPEC e no livro AnfrÌsia Santiago (1894-1970)de autoria de Elizete Passos publicado pela EDUFBA, em 2005. Disponível https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/17113/1/anifrisia_santiago_educadoras_baianas.pdf

PARA SABER MAIS SOBRE A ESCOLA NOSSA SENHORA AUXILIADORA, ACESSE O LINK https://modosdefazer.org/o-colegio-nossa-senhora-auxiliadora-a-escola-de-dona-anfrisia/ E VEJA TRECHOS DO DEPOIMENTO DE UMA EX-ALUNA DA DÉCADA DE 40 DO SÉCULO PASSADO

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4 comentários em “O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora , “a escola de Dona Anfrísia”.

  1. Aqui nao falaram do curso infantil que funcionava num casarão antigo bem proximo ao colegio severino vieira e a matrz de Nazaré. Eu, antonietta de aguiar nunes entrei para o infantil em 1944, ano em que eu completava três aninhos. Lá fui aluna de d. Carmita teixira, irmã de anisio.e meu aniversáriode 5 anos foi comemorado na escola com bolo e dicinhos que meus pais levatam. E eu nao fui a unica a comemorar o niver lá; varias coleguinhas tambom comemoraram seu niver lá. evaram. Esta era uma praxe comum. E ainda nao sei bem como mas aos 5 anos de idade eu já sabia ler. entre os alunos; comemorar anive Depois cursei todo o curso primario no colegio de d. Anfrisia ( a velha zizinha, como a chamavamos. El gostava de mim pois eu sempre queria saber de historia, ela me indicava livros e depois eu comentava com ela, pedia mais esclarecimentos quando nãoentendia muito bem ou quando dava curiosidade de saber mais e ela sempre esclareci com boa vontade. Convidava- me para almoçarcom ela , irma de anisio teixeira. Nao sei bem como, mas o fato e que aos cinco anos de idade eu já sabia ler. E lembro tambem do meu aniversario

  2. Deixei e ele apagou. Mas falei do curso infantil num predio antigo proximo ao colegio severino vieira onde fui aluna de d. Carmita teixeira, irma de anisio teixeira. Como fiz depois todo o curso primario la tenho muito a dizer se algum pesquisador interessado quiser me entrevistar. Eu gostava muito da querida”velha zizinha” como a chamavamos. Cansei de conversar com ela sobre historias da bahia nas vezes em que ela me convidava para almoçar com ela. Aprendi muito com ela e se depois me tornei professora de história foi certamente por influência dela.

  3. Idalia Maria Tibirica Argolo 8 de setembro de 2024 — 06:17

    Muito bom esse texto. Minha mãe estudou nesse colégio e o meu avô professor .

  4. GEORGE WASHINGTON HASSELMANN 3 de dezembro de 2024 — 21:25

    Tinha 4 anos de idade quando estava no jardim de infância do Colégio de Anfrísia cujo prédio ficava ao lado do Ginásio Severino Vieira. Naquela manhã durante o recreio, ouvi duas professoras conversando, dizendo que a Alemanha havia se rendido, portanto era o ano de 1945.

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