Sobre música e envelhecimento na Bahia e em outras plagas.

O mês de outubro chegou com muitas datas comemorativas. Logo no seu primeiro dia destacam-se o Dia Nacional do Idoso e o Dia Internacional da Música.

Vamos começar com música?

Para celebrar o dia Internacional da Música criado em 1975, pelo International Music Council, organização não governamental fundada com o apoio da UNESCO trazemos uma música bem brasileira. 

Ouça “A Diana”, música em domínio público incluída no disco Encarnado Azul gravado por Sandra Belê.

A Diana
Sandra Belê

Sou a Diana não tenho partido
O meu partido são os dois cordões
Eu quero palmas
Quero risos e flores
Senhores todos prestem atenção
Partido, cordões, palmas
flores, atenção
Cordões, partido, flores
palmas, atenção
Palmas, cordões, partido
flores, atenção
Sou a Diana, não tenho partido
cordões, palmas, flores, atenção
O meu partido são os dois cordões
partido, palmas, flores, atenção
Eu quero palmas, flores, cordões
atenção
Quero risos e flores
Senhores todos, prestem atenção

Disponível em:https://www.letras.mus.br/sandra-bele/1897940/

Veja um comentário sobre a música “A Diana” publicado no site Letras (https://www.letras.mus.br/).

A música ‘A Diana’ de Sandra Belê é uma celebração vibrante e alegre que exalta a liberdade e a independência. A letra, repetitiva e ritmada, reflete a essência de uma festa popular, onde a personagem Diana se apresenta como alguém que não se prende a partidos ou divisões, mas sim à alegria e à celebração representadas pelos ‘dois cordões’. Esses cordões podem ser interpretados como uma referência às tradições culturais e folclóricas, onde os cordões de carnaval, por exemplo, são grupos que desfilam e celebram juntos, sem distinções políticas ou sociais.

A repetição das palavras ‘partido’, ‘cordões’, ‘palmas’, ‘flores’ e ‘atenção’ cria um ritmo quase hipnótico, que remete ao ambiente festivo e à dança. Diana quer palmas, risos e flores, elementos que simbolizam a alegria, o reconhecimento e a beleza. A insistência em pedir atenção dos ‘senhores’ sugere um desejo de ser vista e ouvida, de ter sua liberdade e alegria reconhecidas e celebradas por todos.

Sandra Belê, conhecida por sua forte ligação com a cultura nordestina, traz em ‘A Diana’ uma mistura de ritmos e influências que refletem a riqueza cultural da região. A música é um convite à celebração da vida, à união e à alegria, sem divisões ou preconceitos. É uma ode à liberdade de ser e de celebrar, onde todos são convidados a participar e a prestar atenção na beleza e na alegria que Diana representa (Disponível em:https://www.letras.mus.br/sandra-bele/1897940/significado.ht)

Sandra Belê, é cantora, compositora, musicista e atriz nascida em Zabelê, uma cidade do interior da Paraíba.

Sobre envelhecimento e idosos

Envelhecimento da população do estado da Bahia.

Texto assinado por Iamany Santos publicado no iBahia em 27/10/2023 traz informações sobre o envelhecimento da população baiana. Informa que a população de idosos na Bahia aumentou quase 50% em 2022 e o indice de envelhecimento no estado aumentou em 86,1%.

Veja os quadros incluídos no texto e considere que segundo o IBGE (https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ba.html), em 2022, a população residente no estado da Bahia era de 4.141.626 pessoas.

Os segredos dos centenários saudáveis e dos super centenários do Brasil.

Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP), Geneticista e coordenadora do Laboratório de Doenças Neuromusculares e Centro de Estudos do Genoma Humano e Células Tronco, autora do texto Os segredos dos centenários saudáveis e dos super centenários do Brasil, nos apresenta a brasileiros com cem e mais anos de idade.

Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/saude/os-segredos-dos-centenarios-saudaveis-e-dos-super-centenarios-do-brasil/

Veja o que Mirian Goldenberg, antropóloga e pesquisadora, diz, depois de décadas de estudos sobre o envelhecimento.

A pesquisadora participou do programa SEM CENSURA transmitido ao vivo, em 1 de outubro de 2024, na TV Brasil.

Vídeo disponível em: 🔴 SEM CENSURA RECEBE MIRIAN GOLDENBERG, ISAAC KARABTCHEVSKY, CRISTINA MARTINELLI E KATY NAVARRO (youtube.com)

Da Espanha, Elvira Lindo em texto publicado no el país, em 26 de maio de 2024, faz a pergunta:

Sabemos que são as mulheres mais velhas que travam a ascensão da extrema direita com os seus votos, porque então são ignoradas no discurso político?

Para responder, Elvira escreve:

Quando eu tinha cinco anos, um vizinho da cidade abriu a porta para mim. Ela sentia falta das filhas e eu sentia falta de uma amiga para brincar. Fomos pioneiros naquele pântano então despovoado. A mulher me levou tão a sério em nossa conversa que, fascinado por esse tratamento, eu ia todos os dias no mesmo horário como se fosse uma consulta. Foi a grande lição da minha vida: amizades não têm idade e quem acredita nisso e só se relaciona com quem é da família perde perspectiva e experiência. Outra amiga, neste caso uma senhora de oitenta anos que era professora de Física, confessa que se na sua idade tem dificuldade em sair e conviver é porque nas lojas, no cabeleireiro, na farmácia, quando as pessoas dirigem-se a ela, elevam o tom de voz, como se ela fosse burra ou menor de idade, e esse tom que a rebaixa sabe-se lá a que condição de inferioridade acabou por condená-la a não desfrutar de conversas interessantes. Não se sabe com que idade uma pessoa começa a ser considerada como não entendendo bem as mensagens, talvez quando alguém sai do mercado de trabalho. Ou quando você tiver idade..

LEIA MAIS EM https://elpais.com/opinion/2024-05-26/ellas.html

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