
EM DESTAQUE: Um dos prédios do Campus I da Universidade do Estado da Bahia-UNEB, no bairro do Cabula, em Salvador. Foto disponível em:
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A voz de uma professora que ajudou a construir a história da UNEB
Em 2016, para comemorar os 33 anos de institucionalização da UNEB, a professora Dra. Jaci Menezes discorreu sobre a história do ensino superior na Bahia.
No dia 2 de junho de 2024, Eduardo Santana resgatou em um Post a entrevista concedida a Wânia Dias, da ASCOM/UNEB.

A ENTREVISTA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO (ASCOM) – Qual era o contexto econômico, social e político que embasou os movimentos de luta pela educação superior na Bahia?
JACI MENEZES – Vamos por partes. O processo que culminou na decadência da economia baiana, predominantemente vinculada à agroindústria do açúcar, se inicia lá atrás, a partir da metade do século XIX, quando as províncias da Região Nordeste, falidas, começam a vender os seus escravos às províncias do Sul, em especial São Paulo e Minas Gerais, com o início da lavoura do café. Para estas regiões também se dirige, mais fortemente, o fluxo imigratório – a imigração era vista pelos proprietários paulistas como solução e caminho com a abolição da escravatura, sendo inclusive subsidiada pela província de São Paulo e depois pelo governo imperial.
Nesse contexto, com o objetivo de capacitar esses imigrantes, o governo imperial cria escolas agrícolas: uma em Campinas (SP), na região do café, e outra na Bahia, em São Bento das Lages, na região açucareira, próxima a Santo Amaro. Essas escolas representam um marco importante no que se refere ao desenvolvimento da educação no país e, consequentemente, na Bahia.
Dando um salto na história, em 1925, o governo Góes Calmon articula um plano de desenvolvimento para a Bahia. O então secretário de Educação, Anísio Teixeira, preocupado em ampliar a oferta de Educação Básica, busca a expansão da educação primária e do sistema de formação de professores, fortalecendo a Escola Normal de Salvador, reinstalando a Escola Normal de Caetité e criando a de Feira de Santana. Das três, apenas a de Salvador não esteve, nem está hoje vinculada a uma universidade.
Nesse ínterim, a Escola Agrícola de São Bento das Lages foi estadualizada e o governo Calmon (1920) propõe a sua transferência para Salvador, o que acontece já na década de 1930. A escola inicialmente funcionou em Monte Serrat, e depois na Ondina, onde outras escolas superiores já existiam, a exemplo da Faculdade de Medicina Veterinária, hoje Universidade Federal da Bahia (Ufba).
ASCOM – Os primeiros movimentos da Bahia voltados para a educação superior culminaram na criação da Universidade da Bahia, hoje Universidade Federal da Bahia. Em que momento esses movimentos identificaram a necessidade de interiorizar o ensino superior?
JACI – A criação da Ufba é resultado de um forte movimento da Bahia como um todo. Reúne esforços de todos os lados e contou com apoio da bancada de deputados constituintes. O Decreto-Lei que a criou limita a sua ação a Salvador. Após sua criação começam a surgir pressões pela organização e expansão do sistema público de ensino superior para o interior do estado da Bahia.
Para ler a entrevista completa, acesse o post de Eduardo Santana no link https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=8082130505130857&id=100000019640056&rdid=yUXB4lhyUFYEjDNS#
SOBRE A UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB)
É a maior instituição pública de ensino superior da Bahia com uma população de mais de 30 mil pessoas, entre estudantes e servidores docentes e técnicos. É uma universidade estadual que teve origem em um pequeno conjunto de faculdades predominantemente voltadas para a formação de professores. Institucionalizada em 1983, em uma estrutura de multicampia, está presente em todas as regiões do estado.
Para saber mais acesse https://portal.uneb.br/a-uneb/
Distribuição territorial dos campi da Uneb, no ano de 2024

FONTE: Portal Uneb. https://portal.uneb.br/a-uneb/